O Farmacêutico Explica Farmacoterapia para quem toma
Coração e circulação · 02

Insuficiência cardíaca

O nome assusta mais do que devia. Não quer dizer que o coração vai parar — quer dizer que já não consegue bombear tudo o que lhe chega, e que o líquido a mais se acumula onde dá sintomas. É uma doença crónica, e é das que mais mudou de tratamento na última década.

Isto é informação, não é uma consulta. O que lê aqui serve para perceber melhor a sua doença e as suas conversas com os profissionais de saúde. Não serve para começar, parar ou trocar medicamentos por conta própria — essas decisões são sempre do seu médico.

Uma bomba que não dá vazão

O coração é uma bomba. Recebe o sangue que volta do corpo e empurra-o outra vez para a frente. Na insuficiência cardíaca, essa bomba enfraqueceu — ou ficou rígida — e passa a chegar-lhe mais sangue do que consegue mandar embora.

O que sobra fica retido para trás. E é isso, e não o coração em si, que dá os sintomas.

O coração não dá vazão bombeia menos do que lhe chega o líquido acumula-se para trás Nos pulmões Falta de ar aos esforços, e deitado. Tosse à noite. o sintoma que assusta Na barriga Inchaço, enfartamento, falta de apetite. o que se confunde com estômago Nas pernas Tornozelos e pernas inchados ao fim do dia. o que se vê primeiro Tudo isto é líquido a mais — e é por isso que a balança dá o aviso antes dos sintomas.
Insuficiência cardíaca não é o coração parar. É o coração não conseguir acompanhar — e o líquido que ele não empurra para a frente acumular-se onde não devia.
É por isto que a balança é o instrumento mais importante desta doença. O líquido acumula-se dias antes de provocar falta de ar. Quem se pesa todos os dias apanha o problema enquanto ainda se resolve com um telefonema; quem não se pesa apanha-o já nas urgências.

Fração de ejeção: o número que divide os tipos

De cada vez que bate, o coração não expulsa todo o sangue que tem dentro — expulsa uma parte. Essa percentagem chama-se fração de ejeção, e num coração saudável anda à volta de 55 a 70%.

Os três tipos, por fração de ejeção
TipoFração de ejeçãoO que se passa
Fração reduzida≤ 40% O músculo perdeu força. É o tipo com mais tratamento provado — as quatro famílias desta página.
Ligeiramente reduzida41–49% Zona intermédia. Trata-se em grande parte como a anterior.
Preservada≥ 50% O coração aperta bem mas está rígido e não enche como devia. Mais comum em mulheres, idosos, hipertensos e diabéticos.
Uma fração de ejeção normal não exclui insuficiência cardíaca. Metade dos doentes tem fração preservada — o coração enche mal em vez de esvaziar mal. Durante anos não houve tratamento com benefício provado nestes doentes; hoje há, e é a área que mais está a mudar.

O que se sente

Os sintomas principais

Falta de ar a fazer coisas que antes não cansavam · cansaço desproporcionado · pernas e tornozelos inchados, sobretudo ao fim do dia · acordar de noite com falta de ar · precisar de mais almofadas para dormir · tosse seca noturna · urinar mais vezes de noite · barriga inchada e falta de apetite.

Dois sinais que valem por muitos

Precisar de mais almofadas para conseguir respirar deitado, e acordar a meio da noite a sufocar e ter de se sentar. Não são "má postura" nem "ansiedade" — são congestão pulmonar, e são dos sinais mais específicos que existem.

Quanto é que limita: as classes

Os médicos usam quatro classes para descrever quanto a doença limita o dia a dia. Vale a pena saber em qual se reconhece, porque muda decisões:

ClasseEm palavras simples
ITem a doença mas não sente nada nas atividades habituais. Vive normalmente.
IIBem em repouso. Subir um lanço de escadas ou andar depressa já dá falta de ar ou cansaço.
IIIBem em repouso, mas esforços pequenos — vestir-se, andar dentro de casa — já provocam sintomas.
IVSintomas mesmo parado. Qualquer esforço piora.

A balança: o alarme que ninguém usa

Esta é a parte prática mais importante da página inteira. Dois quilos de líquido acumulam-se antes de dar falta de ar. A balança apanha-os; o corpo ainda não.

Alarme da balança

Variação em 3 dias
-3-2-10+1+2+3+4+5EM 3 DIASquilosALARME +2 kg +1,7 kg
Leitura
A subir — vigie de perto
Ainda não é o limiar de alarme, mas é uma subida a merecer atenção. Pese-se amanhã à mesma hora. Se continuar a subir, ou se aparecerem tornozelos inchados ou mais falta de ar, contacte a sua equipa.
Limiar da Heart Failure Association da Sociedade Europeia de Cardiologia. Nunca altere a dose de diurético por sua conta sem um plano combinado com o seu médico.

Como se pesa bem

  • Todos os dias, à mesma hora — de manhã, depois de urinar e antes do pequeno-almoço.
  • Com a mesma roupa, ou sem ela, e sempre na mesma balança.
  • Aponte. Num caderno, no telemóvel, num calendário na cozinha. O padrão ao longo dos dias diz muito mais do que o número de hoje.
  • Leve o registo à consulta. Vale mais do que qualquer descrição de memória.

Porque é que acontece

  • Enfarte do miocárdio. A causa mais frequente nos homens — o músculo que morreu não volta a contrair, e o resto tem de compensar.
  • Tensão alta mantida durante anos. A causa mais frequente nas mulheres. O coração engrossa a empurrar contra pressão a mais, e acaba rígido.
  • Doenças das válvulas.
  • Arritmias, sobretudo fibrilhação auricular com frequência alta e mantida.
  • Diabetes.
  • Álcool em excesso, durante anos — e é das poucas causas em que parar pode fazer o coração recuperar.
  • Infeções do músculo cardíaco (miocardite), algumas quimioterapias, e causas genéticas.
Insuficiência cardíaca já não é necessariamente para sempre a piorar. Quando se corrige a causa a tempo — a válvula, a arritmia, o álcool, a tensão — o coração pode recuperar função, por vezes até ao normal. É uma mudança recente na forma de olhar para a doença.

As quatro famílias que prolongam a vida

Em 2010, tratava-se insuficiência cardíaca com dois ou três medicamentos, acrescentados um de cada vez ao longo de meses. Hoje são quatro famílias, e instituem-se todas em poucas semanas, em doses baixas, subindo depois em paralelo. A diferença em anos de vida é grande.

As quatro que prolongam a vida 1 Travar a hormona Relaxa os vasos e tira carga ao coração IECA · ARA · ARNI 2 Travar a adrenalina Bater mais devagar dá tempo ao músculo de recuperar Beta-bloqueadores 3 Travar a aldosterona Menos retenção de sal e menos fibrose no músculo Espironolactona 4 Aliviar pelo rim Tira sal e água, baixa a pressão de enchimento Gliflozinas Menos internamentos e mais anos de vida o efeito é maior com as quatro juntas do que com qualquer uma sozinha Hoje instituem-se as quatro em poucas semanas, em doses baixas — e não uma de cada vez ao longo de um ano.
Nenhuma delas tira a falta de ar no próprio dia — quem faz isso é o diurético. Estas quatro trabalham em silêncio, e são as que mudam o desfecho.
As quatro famílias de base
FamíliaNomes que pode reconhecerO que pode sentir
IECA, ARA ou sacubitril/valsartan ramipril, enalapril, losartan, valsartan, Entresto Tosse seca (com os IECA), tonturas ao levantar. O sacubitril/valsartan é hoje preferido em muitos doentes por ser mais eficaz.
Beta-bloqueadores bisoprolol, carvedilol, nebivolol Cansaço nas primeiras semanas — que passa. Pulso mais lento, extremidades frias.
Antagonistas da aldosterona espironolactona, eplerenona Subida do potássio (obriga a análises). A espironolactona pode causar aumento e dor mamária nos homens; a eplerenona não.
Gliflozinas dapagliflozina, empagliflozina Urinar mais, infeções genitais por fungos. Funcionam tenha ou não diabetes — foi a grande novidade da última década.

O cansaço das primeiras semanas com o beta-bloqueador é a armadilha clássica. Muita gente sente-se pior no início e desiste — precisamente do medicamento que mais lhe ia prolongar a vida. Esse efeito passa em algumas semanas, e o benefício aparece depois. Diga que se sente pior, mas não pare por sua conta.

Os diuréticos: alívio, não tratamento

A furosemida e as suas primas tiram o líquido a mais. São o que faz passar a falta de ar e desinchar as pernas — e por isso são os que se sentem a trabalhar.

Mas convém saber a diferença: os diuréticos aliviam sintomas, não prolongam a vida. As quatro famílias da secção anterior é que fazem isso, e são exatamente as que não se sentem. Usa-se a dose mais baixa que mantenha a pessoa sem congestão.

Alguns doentes têm um plano para ajustar a dose sozinhos em função do peso e dos sintomas — combinado previamente com a equipa, com limites escritos. Isto funciona bem e evita internamentos. Mas só se aplica a quem tem esse plano: nunca duplique o diurético por iniciativa própria.

Outros medicamentos que podem entrar

  • Ferro por veia. A falta de ferro é muito comum na insuficiência cardíaca, mesmo sem anemia, e corrigi-la melhora bastante os sintomas e a capacidade de esforço. É uma das intervenções com melhor retorno — e frequentemente esquecida. Pergunte se já lhe dosearam o ferro.
  • Ivabradina. Para quem mantém o pulso acelerado apesar do beta-bloqueador na dose máxima tolerada.
  • Vericiguato. Para quem teve um agravamento recente apesar do tratamento completo.
  • Digoxina. Sobretudo quando há fibrilhação auricular difícil de controlar. Exige cuidado com a dose e com a função renal.
  • Finerenona. Cada vez mais usada em quem tem também diabetes e doença renal, e com evidência recente também na insuficiência cardíaca de fração preservada.

Cuidados críticos

Medicamentos comuns que pioram a insuficiência cardíaca — e que muita gente toma sem pensar:

  • Anti-inflamatórios (ibuprofeno, diclofenac, naproxeno). Retêm sal e água e anulam o efeito do diurético. São provavelmente a causa evitável mais frequente de descompensação. Para dores, paracetamol.
  • Corticoides — retêm líquido.
  • Verapamilo e diltiazem — travam ainda mais um coração já enfraquecido.
  • Pioglitazona, usada na diabetes — retém líquido.
  • Alguns antiarrítmicos e algumas medicações para a gripe com descongestionantes.
  • Substitutos do sal vendidos como "sal light" — a maioria é rica em potássio, e somada à espironolactona pode causar hipercaliemia perigosa.

Diga sempre que tem insuficiência cardíaca antes de comprar qualquer coisa na farmácia, mesmo sem receita.

Trocar um IECA por sacubitril/valsartan

Exige 36 horas de intervalo entre o último comprimido de um e o primeiro do outro. Se os dois se sobrepõem, o risco de angioedema — inchaço da língua e da garganta — sobe muito. Não é uma formalidade: cumpra o intervalo à risca.

O potássio

A espironolactona pode fazer subir o potássio a níveis perigosos para o ritmo do coração. Faz-se análise antes de iniciar e depois periodicamente. Evite suplementos de potássio e substitutos do sal.

A creatinina que sobe ao início

É esperado que os valores dos rins piorem um pouco quando se começa um IECA ou uma gliflozina. Na maioria dos casos não é motivo para parar — estabiliza, e a longo prazo o rim fica protegido. Quem decide é o médico, com análises.

Vacinas

Gripe todos os anos, e pneumocócica conforme indicação. Uma infeção respiratória é uma das causas mais frequentes de descompensação e de internamento.

Sal e líquidos: o que mudou

Durante décadas, quem tinha insuficiência cardíaca ouvia duas ordens: quase nada de sal, e litro e meio de líquidos por dia, sem exceção. Isso mudou.

Um consenso europeu de 2024 reviu a evidência e concluiu que a restrição rígida e universal nunca demonstrou reduzir internamentos nem mortes — e que, pelo contrário, se associa a pior qualidade de vida, mais sede e pior adesão ao resto do tratamento.

Sal

Menos de 5 g por dia — o mesmo que se recomenda à população em geral. Não é preciso comer sem sal nenhum. O que conta é evitar as grandes fontes escondidas: pão, enchidos, queijos, sopas de pacote, conservas.

Líquidos

Ingestão normal, guiada pela sede — tipicamente 1,5 a 2,5 litros por dia. A restrição apertada fica reservada para casos selecionados, de doença grave ou sódio baixo no sangue, e é o médico que a indica.

Se lhe disseram há anos para restringir a sério e nunca mais se falou nisso, vale a pena voltar ao assunto na próxima consulta. Muita gente continua a viver com uma restrição que hoje já não se recomenda.

Viver com insuficiência cardíaca

  • Exercício faz bem. Não é perigoso — é tratamento. A reabilitação cardíaca melhora a capacidade física e a qualidade de vida. O medo de se esforçar é, em si, um dos maiores obstáculos.
  • Durma com a cabeceira elevada se tem falta de ar deitado. Dois travesseiros ou uns calços debaixo da cabeceira da cama.
  • Álcool com muita moderação, e nenhum se a causa foi alcoólica.
  • Cuidado com o calor extremo. Perde-se muito líquido e a tensão baixa — pode ser preciso ajustar o diurético em vagas de calor. Combine isso antes do verão.
  • Viagens longas de avião: levante-se e ande, e leve a medicação na bagagem de mão.
  • Sexo. Em regra é seguro em quem consegue subir dois lanços de escadas sem queixas. Atenção aos medicamentos para a ereção se toma nitratos.
  • Depressão e ansiedade são frequentes e pioram tudo o resto. Trata-se — diga na consulta.

Quando entram os dispositivos

Desfibrilhador implantável

Um aparelho pequeno colocado sob a pele que vigia o ritmo e corrige automaticamente uma arritmia que poderia ser fatal. Considera-se quando a fração de ejeção se mantém muito baixa apesar de pelo menos três meses de tratamento completo.

Ressincronização

Um pacemaker especial, com um elétrodo a mais, para quando os dois lados do coração deixaram de bater em sincronia — visível no eletrocardiograma. Fá-los voltar a trabalhar em conjunto, e em alguns doentes melhora muito a função.

Quando é urgente

Ligue 112 se tiver:

  • Falta de ar intensa em repouso, ou que não o deixa estar deitado
  • Espuma rosada ao tossir
  • Lábios ou dedos azulados
  • Dor no peito
  • Desmaio, ou palpitações muito rápidas com mal-estar
  • Confusão de instalação rápida

Contacte a sua equipa no próprio dia se:

  • Ganhou 2 kg ou mais em 3 dias
  • As pernas ou a barriga incharam mais do que o habitual
  • Precisa de mais almofadas do que antes para dormir
  • Passou a cansar-se com esforços que antes fazia sem problema
  • Está a urinar bastante menos

Em Portugal

O estudo de referência nacional encontrou uma prevalência de 4,36% na população adulta, com uma subida acentuada com a idade: cerca de 1,4% entre os 25 e os 49 anos, mas 12,7% dos 70 aos 79 e 16,1% acima dos 80.

As projeções apontam para perto de meio milhão de pessoas em Portugal nas próximas décadas, à medida que a população envelhece. Os internamentos por insuficiência cardíaca têm vindo a descer, mas continua a ser uma das principais causas de internamento acima dos 70 anos — e a Direção-Geral da Saúde identifica-a como um dos maiores desafios da próxima década.

Mitos que vale a pena desfazer

O que se dizO que se sabe
"Insuficiência cardíaca é o coração a parar." É o coração a não dar vazão. Muita gente vive anos com boa qualidade de vida, com tratamento.
"Não posso fazer esforço nenhum." É ao contrário. O exercício orientado melhora a capacidade física e a qualidade de vida.
"Tenho de beber o mínimo possível." Já não. A restrição rígida universal foi abandonada em 2024 por falta de benefício.
"Estou melhor, já posso parar a medicação." Está melhor por causa dela. Parar faz voltar os sintomas, muitas vezes pior do que antes.
"O diurético é o medicamento mais importante." É o que mais se sente, não o mais importante. Quem prolonga a vida são os outros quatro.
"Um ibuprofeno de vez em quando não faz mal." Faz. É das causas evitáveis mais frequentes de descompensação e de ida às urgências.

Perguntas frequentes

A insuficiência cardíaca tem cura?

Na maioria dos casos não se cura, controla-se — e controla-se bem. Mas há exceções reais: quando a causa é uma válvula que se corrige, uma arritmia que se trata, ou álcool que se deixa, o coração pode recuperar função, às vezes por completo. Hoje reconhece-se formalmente que a doença pode melhorar e entrar em remissão.

Porque é que tomo tantos comprimidos?

Porque cada uma das quatro famílias atua num mecanismo diferente, e o efeito das quatro juntas é muito maior do que o de qualquer uma sozinha. Se a quantidade é um problema — de gestão ou de custo — diga: há associações fixas e há formas de simplificar.

Posso viajar de avião?

Em geral sim, se estiver estável. Leve a medicação na bagagem de mão, levante-se e ande em voos longos, e leve um relatório clínico. Se tem sintomas em repouso ou teve uma descompensação recente, fale antes com o seu médico.

Devo dormir sentado?

Se precisa de dormir sentado para respirar, isso é um sinal de congestão e deve ser comunicado — não é uma solução, é um sintoma. Entretanto, elevar a cabeceira da cama ajuda mais do que empilhar almofadas, que escorregam durante a noite.

Posso tomar suplementos ou chás?

Diga sempre o que toma. Vários produtos naturais interagem com a digoxina ou com anticoagulantes, e o alcaçuz retém sal e água. Os substitutos de sal ricos em potássio são especialmente perigosos com espironolactona.

Fontes

  • European Society of Cardiology. 2021 Guidelines for the diagnosis and treatment of acute and chronic heart failure e 2023 Focused Update (Eur Heart J 2023;44:3627) — alargamento das gliflozinas a todos os tipos, ferro endovenoso, e instituição rápida das quatro famílias.
  • Mullens W. et al. Dietary sodium and fluid intake in heart failure: a clinical consensus statement of the Heart Failure Association of the ESC. Eur J Heart Fail 2024 — origem do abandono da restrição rígida de sal e líquidos.
  • Heart Failure Association da ESC — heartfailurematters.org, portal para doentes: limiar de 2 kg em 3 dias.
  • Abdin A. et al. Pharmacologic pitfalls in heart failure. Eur J Heart Fail 2025 — lista de medicamentos a evitar.
  • Sociedade Portuguesa de Cardiologia. Pocket guidelines de insuficiência cardíaca, 2025.
  • Ceia F. et al.estudo EPICA, e Insuficiência cardíaca em números: estimativas para o século XXI em Portugal, Rev Port Cardiol.
  • Soares MA. Terapêutica da Insuficiência Cardíaca — Farmacoterapia II, Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa. Documento que serviu de base à estrutura desta página; a farmacologia foi integralmente reescrita.

Revisão do conteúdo: agosto de 2026. Próxima revisão prevista: agosto de 2027. Guidelines citadas: ESC 2021 (2023 Focused Update), Sociedade Portuguesa de Cardiologia 2025.