Hipertensão arterial
Quase metade dos adultos portugueses tem a tensão alta. Não dói, não se sente, não dá sinal nenhum — e é a principal causa de AVC no país. Este guia explica o que é, o que os números querem dizer e o que os medicamentos estão realmente a fazer.
O que é, afinal, a tensão
De cada vez que o coração bate, empurra sangue para dentro das artérias. Esse empurrão faz pressão contra a parede dos vasos. É essa pressão que se mede — e por isso é que o resultado vem sempre com dois números.
Sistólica
A pressão no momento em que o coração aperta e empurra o sangue para fora. É o pico.
Diastólica
A pressão que fica entre batimentos, enquanto o coração descansa e volta a encher. É o valor de fundo, que nunca chega a zero.
Quando alguém diz "tenho catorze por nove", está a dizer 140 sobre 90 mmHg. O mmHg é uma herança dos aparelhos antigos, que mediam a pressão pela altura a que ela empurrava uma coluna de mercúrio.
Ter a tensão alta é ter esses números acima do normal de forma persistente — não uma tarde, não num dia mau. É uma condição de anos, e é assim que faz o dano que faz.
Os números que interessam
Os limites mudaram em 2024–2026. Durante décadas falou-se de "pré-hipertensão" e de estádios 1 e 2; hoje as normas portuguesas e europeias usam três categorias apenas, e tratam com mais atenção valores que antes se consideravam aceitáveis.
| Categoria | Sistólica | Diastólica | O que quer dizer | |
|---|---|---|---|---|
| PA não elevada | < 120 | e | < 70 | Nada a fazer além de manter. |
| PA elevada | 120–139 | ou | 70–89 | Ainda não é hipertensão. Mas já conta para o risco, e é aqui que os hábitos pesam mais. |
| Hipertensão | ≥ 140 | ou | ≥ 90 | Diagnóstico. Confirma-se com medições fora do consultório antes de decidir o tratamento. |
Em casa os limites são outros
A tensão medida em casa costuma ser mais baixa do que no consultório — em parte porque estar numa consulta sobe a tensão a muita gente (o chamado efeito da bata branca). Por isso os limites são diferentes conforme onde se mede:
| Onde se mede | PA não elevada | PA elevada | Hipertensão |
|---|---|---|---|
| Consultório | < 120/70 | 120/70 – 139/89 | ≥ 140/90 |
| Automedição em casa | < 120/70 | 120/70 – 134/84 | ≥ 135/85 |
| MAPA — 24 horas | < 115/65 | 115/65 – 129/79 | ≥ 130/80 |
E o alvo do tratamento?
Para quem já está medicado, o objetivo atual é chegar a uma sistólica entre 120 e 129 mmHg e uma diastólica entre 70 e 79 mmHg, desde que seja bem tolerado. Em pessoas muito idosas ou frágeis o alvo é menos apertado, porque baixar demais também traz riscos — quedas, tonturas, desmaios.
Onde é que os seus valores caem
Escreva os dois números da sua última medição para ver em que faixa se situam. Isto não é um diagnóstico — é só a leitura da escala.
Leitor de escala
Consultório · mmHgUma leitura isolada não classifica ninguém. O diagnóstico faz-se com medições repetidas, em dias diferentes, e confirma-se fora do consultório.
A doença que não se sente
Esta é a parte difícil de aceitar: a tensão alta quase nunca dá sintomas. Não dá dores de cabeça de manhã, não dá tonturas, não dá vermelhidão na cara. Há pessoas com 180 de máxima a sentirem-se perfeitamente bem — e é exatamente por isso que a doença é perigosa.
Quem espera por sentir alguma coisa para ir medir, mede quando já houve estragos. Muitas pessoas descobrem que tinham hipertensão no dia em que tiveram um AVC.
Em Portugal a história das últimas duas décadas é uma boa notícia parcial: continua a haver o mesmo número de pessoas com hipertensão, mas hoje muito mais gente sabe que a tem e está a tratá-la.
Portugal teve durante anos a taxa de mortalidade por AVC mais alta dos países desenvolvidos, e a tensão alta é o principal fator por trás disso. A melhoria no controlo é a razão pela qual esses números têm vindo a descer.
O que a pressão vai fazendo ao corpo
A pressão a mais não faz mal por si própria — faz mal porque desgasta, ano após ano, a parede dos vasos por onde passa. E os órgãos que mais dependem de vasos pequenos são os que sofrem primeiro.
Nada disto acontece de um dia para o outro, e nada disto avisa. Quando aparece o sintoma — a falta de ar, a fala arrastada, a análise com a creatinina alterada — o dano já leva anos de caminho. É por isso que se trata cedo.
Porque é que a minha tensão subiu
Em cerca de 9 em cada 10 pessoas não há uma causa única. Chama-se hipertensão essencial ou primária: resulta de uma combinação de genética com anos de hábitos e de idade. Não é culpa de ninguém e não tem um "porquê" que se possa apontar.
O que empurra a tensão para cima
- História familiar. Ter pais ou irmãos hipertensos pesa muito.
- Idade. As artérias endurecem com os anos. Dois terços das pessoas com mais de 65 anos têm hipertensão.
- Excesso de peso. Cerca de metade das pessoas com obesidade tem tensão alta, e costuma aparecer mais cedo.
- Sal a mais. Ver a secção sobre o sal — em Portugal este é o fator com mais margem de melhoria.
- Álcool em excesso e tabaco.
- Vida parada. Falta de atividade física regular.
- Apneia do sono. Ressonar alto com pausas na respiração é uma causa frequente e muito subdiagnosticada.
Quando há mesmo uma causa por trás
Na restante 1 em cada 10 pessoas há uma causa identificável — chama-se hipertensão secundária. Vale a pena procurá-la sobretudo quando a tensão aparece muito nova, muito alta de repente, ou não responde ao tratamento. As causas mais comuns:
Doenças
Doença renal crónica · apneia do sono · excesso de aldosterona · problemas da tiroide · estreitamento das artérias dos rins · síndrome de Cushing · feocromocitoma · coartação da aorta.
Medicamentos e substâncias
Anti-inflamatórios (ibuprofeno e semelhantes, usados com frequência) · corticoides · contracetivos orais · descongestionantes nasais · alguns antidepressivos · ciclosporina · excesso de hormona da tiroide · cocaína e anfetaminas · alguns suplementos de ervas.
Medir bem em casa
A automedição é hoje parte do diagnóstico e do acompanhamento, não um extra. Mas só serve se for feita bem — e a maior parte dos erros vem da postura, não do aparelho.
- Escolha um aparelho de braço, validado. Os de pulso são menos fiáveis. Peça na farmácia para verificar se o modelo está validado e se a braçadeira tem o tamanho certo para o seu braço — uma braçadeira pequena de mais dá valores falsamente altos.
- Não beba café nem fume na meia hora antes. Vá à casa de banho primeiro.
- Sente-se e fique quieto cinco minutos. Costas apoiadas, pés no chão, pernas não cruzadas.
- Braçadeira sobre a pele, na parte de cima do braço, com o braço apoiado à altura do coração.
- Não fale durante a medição. Falar sobe a tensão vários mmHg.
- Meça duas vezes, com um minuto de intervalo, e aponte as duas. Da primeira vez meça nos dois braços — depois use sempre o braço que deu mais alto.
- Aponte tudo, incluindo os valores bons. Leve o registo à consulta. Uma semana de medições vale mais do que a medição feita no consultório.
O que baixa a tensão sem medicamentos
Isto não é o conselho simpático que se dá antes de passar a receita. As mudanças de hábitos baixam a tensão de forma medível, somam-se umas às outras, e em muita gente com valores no limite chegam para adiar ou evitar a medicação.
150 minutos por semana de atividade moderada — andar depressa, nadar, bicicleta — ou 75 minutos de atividade intensa. Mais dois ou três momentos de trabalho de força. Repartido pela semana conta na mesma: cinco caminhadas de 30 minutos chegam.
Alvo de IMC entre 20 e 25, e perímetro abdominal abaixo de 94 cm nos homens e 80 cm nas mulheres. Não é preciso chegar lá para ganhar: cada 10 kg perdidos valem 5 a 20 mmHg.
Menos de 100 g de álcool por semana — na prática, cerca de um copo pequeno de vinho ou uma cerveja de 200 ml por dia, no máximo. O álcool sobe a tensão de forma direta e diminui o efeito da medicação.
Muita fruta, legumes e leguminosas; lacticínios magros; cereais integrais; peixe; pouca carne processada e pouca gordura saturada. A dieta mediterrânica que já era nossa faz exatamente isto, e vale sozinha 8 a 14 mmHg.
O sal, em Portugal, é um caso à parte
A Organização Mundial de Saúde recomenda menos de 5 gramas de sal por dia — uma colher de chá rasa, contando tudo o que se come. Em Portugal o consumo médio medido ronda os 10 a 11 gramas. O dobro.
E o problema não está no saleiro da mesa. A maior parte do sal que comemos já vem dentro da comida:
- Pão. É a principal fonte de sal da dieta portuguesa, simplesmente porque comemos muito e todos os dias.
- Enchidos, presunto, fiambre e queijos curados.
- Sopas de pacote, caldos em cubo, molhos prontos e refeições congeladas.
- Bacalhau, conservas e azeitonas.
- Aperitivos salgados.
Cortar no sal funciona melhor em algumas pessoas do que noutras — há uma sensibilidade ao sal que é em parte genética — mas a nível da população é das medidas com maior impacto conhecido na redução de AVC.
O que os medicamentos estão a fazer
Há muitos nomes de anti-hipertensores, e isso confunde. Mas só existem três sítios onde se pode atuar para baixar a pressão dentro de um cano: tirar líquido de dentro, alargar o cano, ou empurrar com menos força.
As cinco famílias principais
| Família | O que faz | Nomes que pode reconhecer | Efeitos mais comuns |
|---|---|---|---|
| Diuréticos tiazídicos | Fazem o rim eliminar sal e água. | hidroclorotiazida, indapamida, clortalidona | Urinar mais no início; podem baixar o potássio; podem agravar a gota. |
| IECA inibidores da ECA |
Travam uma hormona que aperta os vasos, deixando-os relaxar. | ramipril, enalapril, perindopril, lisinopril | Tosse seca persistente em algumas pessoas — é o motivo mais frequente de troca. |
| ARA antagonistas dos recetores da angiotensina |
Bloqueiam a mesma hormona, mas na outra ponta. Mesmo efeito, sem a tosse. | losartan, valsartan, irbesartan, telmisartan | Geralmente muito bem tolerados. |
| Antagonistas do cálcio | Relaxam diretamente o músculo da parede das artérias. | amlodipina, nifedipina, lercanidipina, diltiazem, verapamil | Inchaço nos tornozelos ao fim do dia; por vezes rubor facial. |
| Beta-bloqueadores | Fazem o coração bater mais devagar e com menos força. | bisoprolol, carvedilol, nebivolol, atenolol | Cansaço, mãos e pés frios. Cuidado em quem tem asma. |
IECA e ARA na gravidez: a contraindicação absoluta
Nunca em gravidez. Os IECA e os ARA podem causar malformações graves no feto. Se está grávida, pode vir a estar, ou está a tentar engravidar e toma um destes medicamentos, fale com o seu médico antes — há alternativas seguras. Não pare o medicamento sozinha; peça a substituição.
Porque é que quase toda a gente acaba com dois
Muita gente estranha quando o médico acrescenta um segundo comprimido, e lê isso como sinal de que está pior. Não é. A maioria das pessoas com hipertensão precisa de dois ou mais fármacos para chegar ao alvo, e as normas atuais recomendam começar logo com dois em dose baixa, na maior parte dos casos.
A lógica é simples: dois medicamentos em dose baixa, a atuar em pontos diferentes, baixam mais a tensão e dão menos efeitos indesejados do que um só medicamento levado até à dose máxima — porque a maior parte dos efeitos secundários aparece precisamente nas doses altas.
Frequentemente os dois vêm dentro do mesmo comprimido, numa associação fixa. É a mesma medicação, com menos comprimidos para gerir e menos hipóteses de esquecimento.
A parte que decide tudo: tomar
Os medicamentos para a tensão são muito eficazes — mas só enquanto estão a ser tomados. A hipertensão é a doença em que mais gente abandona o tratamento, e a razão é sempre a mesma: não sinto nada, portanto para quê?
Vale a pena inverter a pergunta. O comprimido não serve para lhe tirar um sintoma que não tem. Serve para que daqui a dez anos continue sem ter nenhum.
- Ligue a toma a um hábito que já tem — escovar os dentes, o café da manhã.
- Caixa semanal de comprimidos. Resolve a dúvida de "já tomei ou não?".
- Peça associações fixas se está a tomar muitos comprimidos separados.
- Se um efeito secundário o incomoda, diga. Há sempre alternativa dentro da mesma família ou noutra. O que não funciona é deixar de tomar em silêncio.
- Não pare porque a tensão normalizou. Normalizou por causa do medicamento. Parar faz voltar tudo ao que era em poucas semanas.
- Envolva a família. Quem tem alguém a par do tratamento adere melhor.
Situações que mudam as regras
Diabetes
O controlo é mais exigente, porque tensão e açúcar juntos danificam o rim muito mais depressa do que qualquer um deles isolado. Costumam preferir-se IECA ou ARA, que protegem o rim para além de baixarem a tensão.
Doença renal
Controlar a tensão é a principal forma de travar a perda de função do rim. É frequente precisar de dois ou três fármacos, e são precisas análises regulares ao potássio e à creatinina.
Depois dos 65, e sobretudo dos 80
A máxima é o número que mais importa. Começa-se com doses baixas e sobe-se devagar, para evitar tonturas ao levantar e quedas. Em pessoas frágeis com mais de 85 anos o alvo é deliberadamente menos apertado.
Gravidez
Exige vigilância apertada e medicamentos próprios. IECA e ARA estão contraindicados. A partir das 20 semanas, tensão a subir com proteína na urina pode significar pré-eclâmpsia — uma urgência obstétrica.
Tonturas ao levantar
Chama-se hipotensão ortostática: a tensão cai ao passar de deitado ou sentado para de pé. Mais comum em idosos, diabéticos e em quem toma diuréticos. Levantar-se devagar ajuda — mas comunique, porque pode obrigar a ajustar doses.
Tensão que não desce
Chama-se hipertensão resistente quando não se atinge o alvo apesar de três fármacos bem escolhidos. Antes de mudar tudo, investiga-se: medição mal feita, sal a mais, anti-inflamatórios, álcool, apneia do sono, ou uma causa secundária ainda por descobrir.
Quando é urgente
Ligue 112 imediatamente se, com a tensão alta, aparecer algum destes sinais:
- Boca ao lado, braço ou perna sem força, fala arrastada — sinais de AVC
- Dor no peito ou aperto que não passa
- Falta de ar súbita
- Perda de visão ou visão muito turva de repente
- Confusão, sonolência anormal ou convulsões
- Dor de cabeça muito intensa e diferente do habitual
Um valor muito alto sem nenhum destes sintomas — por exemplo 190/110 numa pessoa que se sente bem — não é uma emergência de ambulância, mas também não é para deixar andar. Descanse 10 minutos, volte a medir, e contacte o SNS 24 (808 24 24 24) ou o seu médico no mesmo dia.
Mitos que valem a pena desfazer
| O que se diz | O que se sabe |
|---|---|
| "Sinto quando a tensão está alta." | Quase nunca. Os sintomas que as pessoas associam à tensão alta costumam ter outra causa — e a tensão alta a sério continua muda. |
| "Já estou bom, posso parar." | Está bom porque está a tomar. A hipertensão controla-se, não se cura; parar faz voltar os valores em semanas. |
| "Só tomo quando está alta." | Estes medicamentos funcionam por acumulação diária. Tomar em SOS não protege de nada. |
| "Não ponho sal na comida, portanto como pouco sal." | A maior parte do sal já vem dentro do pão, dos enchidos, dos queijos e dos produtos processados. |
| "É da idade, não vale a pena tratar." | Tratar a hipertensão em pessoas idosas é das intervenções com maior benefício demonstrado, incluindo depois dos 80. |
| "O medicamento estraga os rins." | É ao contrário: a tensão alta não tratada é uma das principais causas de insuficiência renal. Vários anti-hipertensores protegem o rim. |
Perguntas frequentes
Posso beber café?
Sim, com moderação. O café sobe a tensão de forma passageira, durante uma a três horas, mas em quem bebe habitualmente não há evidência de que piore a hipertensão a longo prazo. O que importa: não beba café na meia hora antes de medir a tensão, porque falseia o valor.
Vou ter de tomar isto para o resto da vida?
Na maior parte dos casos, sim — porque a causa (a idade das artérias, a genética) não desaparece. Mas há exceções reais: quem perde bastante peso, corta no sal e no álcool e passa a mexer-se pode conseguir reduzir doses ou, em valores no limite, deixar a medicação. Essa decisão faz-se com medições, não por sensação.
Esqueci-me de tomar. O que faço?
A regra geral: se se lembrar no próprio dia, tome; se já está perto da hora seguinte, salte essa e siga o horário normal. Nunca tome duas doses juntas para compensar. Se os esquecimentos são frequentes, isso é informação clínica — diga na consulta, porque pode haver um esquema mais simples.
De manhã ou à noite?
O que a evidência mostra com clareza é que a hora que interessa é aquela em que consegue tomar todos os dias. Alguns medicamentos têm indicações próprias sobre o horário; siga o que estiver na sua prescrição e confirme na farmácia.
A minha tensão dá sempre diferente em casa e no médico. Qual vale?
É muito comum e tem nome: efeito da bata branca. Hoje considera-se que as medições feitas fora do consultório — em casa ou com MAPA de 24 horas — refletem melhor a realidade, e é por elas que se orienta o tratamento. Leve o seu registo de casa à consulta.
Posso fazer exercício com a tensão alta?
Deve — o exercício é parte do tratamento. A exceção é quando a tensão está muito descontrolada e ainda não avaliada: nesse caso, fale com o médico antes de começar um programa intenso. Caminhar não precisa de autorização.
Os suplementos e chás ajudam?
Não há suplemento com efeito comparável ao dos medicamentos, e alguns são um problema — produtos com efedra, alcaçuz em quantidade, e alguns suplementos para emagrecer sobem a tensão. Diga sempre na farmácia tudo o que toma, incluindo o que comprou sem receita.
Fontes
- Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 001/2026 — Abordagem Diagnóstica e Terapêutica da Pessoa com Hipertensão Arterial, 4 de março de 2026. Origem dos limites de classificação, alvos terapêuticos e recomendações de estilo de vida usados nesta página.
- European Society of Cardiology. 2024 Guidelines for the management of elevated blood pressure and hypertension.
- Polónia J. et al. Prevalence, awareness, treatment and control of hypertension and salt intake in Portugal: changes over a decade — estudo PHYSA, J Hypertens 2014.
- Espiga de Macedo M. et al. Prevalence, awareness, treatment and control of hypertension in Portugal — estudo PAP, J Hypertens 2005;23:1661–1666.
- Lewington S. et al. Age-specific relevance of usual blood pressure to vascular mortality: meta-analysis of individual data for one million adults. Lancet 2002;360:1903–13.
- Soares MA. Hipertensão — Farmacoterapia II, Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa. Documento que serviu de base à estrutura e ao âmbito desta página.
Revisão do conteúdo: agosto de 2026. Próxima revisão prevista: agosto de 2027. Guidelines citadas: DGS Norma n.º 001/2026, ESC 2024.